CLINICARSE
PARA QUEM É O GRUPO
Pessoas interessadas em compreender a dinâmica entre os afetos vividos e os hábitos repetitivos do cotidiano, como:
> Uso problemático de substâncias psicoativas (drogas lícitas e/ou ilícitas e medicações).
> Compras de maneira descontrolada.
> Gastos excessivos com jogos de azar e/ou eletrônicos.
> Outros padrões de repetições que causam sofrimentos.
QUAIS FERRAMENTAS SERÃO USADAS?
ESCUTA COLETIVA
Partilha das formas como os afetos influenciam escolhas e modos de estar no mundo. A escuta do outro como prática de vínculo e produção afetiva.
ESCRITA DE SI
Criação de um diário afetivo como forma de expressar sentimentos que emergem diante de padrões de repetição no cotidiano.
MAPA DE GASTOS
Compreensão de quanto da própria energia vital e força de trabalho está sendo investida para sustentar uma determinada forma de existir.
DISCUSSÃO DE TEXTOS
Leituras sobre temas teóricos e conceituais, com base em referenciais filosóficos, sociais e clínicos, inspiradas nos escritos de pensadores como Baruch de Espinosa, Gilles Deleuze, Félix Guattari, Michel Foucault, Antônio Lancetti, Antonio Nery Filho, entre outros.
BENEFÍCIOS
Os participantes terão acesso a:
5 encontros do grupo terapêutico. Um espaço que preserva o sigilo, voltado para a escuta e a partilha de experiências, construindo coletivamente novas maneiras de estar no mundo. Cada encontro terá duração de duas horas.
Acompanhamento no uso da Planilha Afetiva de Controle de Gastos. Uma ferramenta prática para mapear os afetos do cotidiano, integrada ao acompanhamento financeiro.
Materiais de apoio. Textos e vídeos que ampliam a reflexão para fortalecer o processo terapêutico.
Exclusivo! Os 5 primeiros inscritos terão direito a uma sessão de terapia individual gratuita.
COMO O GRUPO PODE AJUDAR?
A partir de práticas de escuta coletiva, esta proposta incentiva a partilha de vivências, promovendo o vínculo e a produção de afetos como potências de transformação. A escuta do outro é cultivada não como julgamento, mas como acolhimento — um exercício de presença e reconhecimento.
Além disso, os participantes são convidados à escrita de si, por meio da criação de um diário afetivo, onde possam expressar os sentimentos que emergem diante de suas rotinas e repetições. Outra ferramenta essencial é o mapa de gastos, que permite visualizar como a energia vital, o tempo e o trabalho são direcionados na manutenção de certos modos de vida, muitas vezes marcados por sofrimento ou automatismo.
O percurso é enriquecido com a discussão de textos que oferecem fundamentação teórica e ampliam os horizontes de compreensão sobre o desejo, o sofrimento, a liberdade e os modos de subjetivação. As leituras são inspiradas por pensadores que dialogam com o campo da clínica ampliada e da redução de danos.
Cartografia dos Afetos é, portanto, um convite à reinvenção de si. Um espaço onde o cuidado se dá pela palavra, pela escuta, pela escrita e pelo pensamento. Onde cada um pode traçar seus próprios mapas para compreender o que o afeta. E assim, inventar caminhos mais potentes para habitar o mundo.
SOBRE MIM
THALES TREVIZANI
Atuo há cinco anos como terapeuta, articulando os recursos clínicos da Psicanálise com os aportes da Filosofia da Diferença. Minha trajetória é marcada por um trânsito entre filosofia, arte, literatura e política — campos que considero fundamentais para pensar as relações entre o ser humano e o mundo.
No início de 2023, passei a integrar a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) do SUS, atuando como Redutor de Danos em uma Unidade de Acolhimento vinculada ao Centro de Atenção Psicossocial Álcool e outras Drogas (CAPS-AD). Nesse espaço, acompanhei pessoas que fazem uso de substâncias psicoativas e que necessitam de atenção direcionada. A partir dessa experiência, desloquei o foco da minha pesquisa sobre o uso de substâncias psicoativas para as repetições do cotidiano que produzem sofrimento nos indivíduos. Nesse percurso, desenvolvi uma investigação sobre as compulsões, tomando como referência os afetos que atravessam os sujeitos e que, muitas vezes, culminam em comportamentos como compras compulsivas e dependência em jogos de azar, além do uso de substâncias psicoativas.
Minha formação teve início em 2009, na Faculdade de Filosofia da UNESP, e foi ampliada na Escola Nômade de Filosofia, no curso de Formação em Esquizoanálise, conduzido pelo filósofo Luiz Fuganti. Também participei de grupos de estudos como Psicanálise Além de Édipo e No Tempo do Sonhar, ambos coordenados pelo psicanalista João Pentagna.
Ao longo dos anos, coordenei grupos de estudo dedicados ao aprofundamento de casos clínicos e o grupo Linhas de Fuga, voltado à leitura e reflexão de contos literários. Atualmente, colaboro com o canal do youtube As_Esquizoanalises_ e edito o blog Clinicarse, onde compartilho reflexões e pesquisas em psicologia, filosofia, arte e política — áreas que se entrelaçam e nutrem minha prática clínica.


